quarta-feira, 1 de março de 2017

PORTAL VAI ABRIR NO MULUNGU


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Cheguei na escola São Sebastião por volta das duas e meia (22/02). Entrei na diretoria, e depois do boa tarde, falei "vim com uma missão, mas não tenho ideia do que é" chamaram Neiziane professora responsável pelo projeto, eu até então achava que ia gravar um vídeo sobre alguma iniciativa da escola, mas me chamaram pra outra coisa, totalmente diferente.
 
A quarta-feira quente, mas nem tanto, me guardava um daqueles momentos que o trabalho te recompensa. A escola, que fica no Mulungu - distrito de Piquet Carneiro, está começando um jornal e me convidou para falar da minha experiência de 8 anos (aproximadamente) fazendo o Informe gerAção.
 
Não sei se Neiziane e as outras duas pessoas que estavam na sala perceberam, mas estava em uma mistura de sentimentos. Pensando no que falaria, já que tinha sido pego de surpresa e ao mesmo tempo me sentindo o primeiro a ser escolhido em uma pelada (um racha) - nunca fui escolhido por primeiro no futebol, acabava sempre no gol, mas no basket era o segundo ou terceiro - era como se meu pulmão tivesse mais ar e estivesse mais leve.

DSC_0369Sem se preparar com um slide bem feito e nenhuma piada na manga, entrei na sala cheia de pré-adolescentes do ensino fundamental. O que iria me tanger eram doze perguntas que foram divididas na plateia. Enquanto o pote com as pergunta passava pelos alunos, Neiziane soltou "pode ir falando aí", ri por dentro e pensei "me ferrei".

Comecei pelo começo. No ano de 2009 em abril, Piquet Carneiro foi capital do Ceará por um dia, com direito a secretariado e governador por essas bandas. Eu, com uma câmera prata pequena - emprestada do meu pai - e Cinésio, que começou comigo e escrevia na época, provavelmente tinha alguma coisa pra anotar sobre nossa primeira matéria e capa do gerAção daquele mês.

Logo depois pedi que começasse as perguntas, mesmo não praticando muito, tenho uma facilidade de falar em público e sempre lido como se fossem conhecidos, colegas.

Como comecei? Qual foram as dificuldades? Qual eram nossos objetivos? Valeu a pena? Respondi tudo sem muita frescura e toda vez que percebia uma distração na plateia atenta, pedia outra pergunta. Me empolguei e falei demais, talvez tenha tocado em assuntos um pouco complexos pra pessoas que não podem nem votar ainda, mesmo tentando ser o mais didático possível.

Terminou e mais uma vez senti aquilo que sempre, eu disse sempre sinto quando estou no palco, como se aquele fosse o meu lugar. É uma felicidade que não tem tamanho. Foi assim toda vez que fiz uma peça ou apresentava um seminário na faculdade.

E, deixando toda humilde de lado, acredito que sei ler a plateia, sei quando estou falando muito sobre um tema e se perderam na minha explicação.

Espero que o Portal São Sebastião tenha uma vida longa e, assim como eu, esses pequenos produtores possam abrir a mente para o que significa jogar um olhar sobre o mundo e depois contar o que viu para os outros da melhor maneira possível.

"Qual seu tipo de texto favorito?" dizia uma das pergunta. Lá a resposta foi longa. Mas agora, posso dizer que é esse tipo que estão lendo, como uma aventura, cheia de emoção e com lágrimas no final.

Conheça mais na página do projeto https://www.facebook.com/portalsaosebastiao/

 

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"