segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MEMÓRIA MARIA LUIZA PESSOA AIRES

(* 28 de outubro de 1925 + 15 de janeiro de 2015)

Por Osmar Lucena Filho

No dia 15 de janeiro de 2015, em Fortaleza, dona Maria Luiza Pessoa Aires fez seu trânsito para a Eternidade.

Nossa postumamente homenageada era natural de Senador Pompeu, tendo nascido em 28 de outubro de 1925. Foram seus genitores: Antônio Pessoa de Carvalho e Petronília Pessoa de Carvalho. À Pia batismal, serviu-lhe de padrinho o Pe. Francisco Lino Aderaldo de Aquino, dinâmico vigário de Senador Pompeu entre os anos de 1922 e 1941, grande amigo de sua família.10676254_768309669918144_7388083824479606105_nProvinha a senhora Maria Luiza de tradicional família da antiga terra de Humaitá: os “Pessoa de Carvalho”, cuja árvore genealógica é enobrecida por vultos de destaque, no cenário sócio-religioso do Ceará, como, por exemplo, na área da Educação, as lições/ensinamentos da professora Cristina Pessoa; e, na esfera do religioso, a ação pastoral do Pe. João Pessoa.

No ano de 1943, aos 18 anos de idade, uniu-se Maria Luiza em matrimônio com Luiz Aires de Souza. A cerimônia religiosa teve como oficiante o então vigário de Senador Pompeu, o Pe. Odilo Lopes de Melo Galvão, um misto de sacerdote, médico e político dos nossos sertões.

Quis a Providência conceder ao novo casal a graça de gerar filhos, que, em número de quatro, foram batizados com estes nomes: Luiz Roberto, Eva Maria, Marilu e Ana Maria.

Maria Luiza acompanhou a vida social e política do esposo, agindo, sempre, de forma simples e discreta, sem, por isso mesmo, jamais desejar o palco das exibições. Sob tal comportamento, ela veio a exercer o papel de “primeira dama do município de Piquet Carneiro”, nos anos de 1959 a 1963; depois, de 1967 a 1971; e ainda por uma terceira vez, de 1983 a 1988.

Longo foi o trabalho que dona Maria Luiza desenvolveu, coadjuvada pelo esposo, à frente do Cartório de Registro Civil local, cargo a que chegou por nomeação do Governador do Ceará, ao tempo de Raul Barbosa, no começo,pois, da década de 1950, em cuja função permaneceria até inícios deste século.

A natureza foi benevolente para com nossa saudosa extinta, pois, não obstante o correr do tempo, Maria Luiza Pessoa Aires conservou, até a morte, os traços estéticos de uma rara beleza, emoldurada esta, por um sorriso encantador, que, gentil e educadamente, sabia dispensar a seus interlocutores.

Dona Maria Luiza, pela dedicação aos seus, na edificação do seu lar, recorda-me a “mulher forte”, aquela louvada por Salomão no Livro dos Provérbios: “QUEM PODERÁ ACHA-LÁ?” – pergunta o Rei e adianta: “SEU PREÇO EXCEDE A TUDO O QUE VEM DE LONGÍNQUAS DISTÂNCIAS E DOS ÚLTIMOS CONFINS DA TERRA (...) REVESTE-SE DE FORTALEZA, E VERÁ, RISONHA, O ÚLTIMO DIA. (...) LEVANTARAM-SE SEU FILHOS E A PROCLAMARAM DITOSÍSSIMA. (...)”

No biênio 2005/2006, noites traiçoeiras – que os santos místicos chamam de NOITE NEGRA DA FÉ - se abateram sobre seu lar, na ocasião em que ultrapassaram os limites da vida terrena, respectivamente,do esposo, Luiz Aires, e o primogênito, Luiz Roberto.

Nosso “REQUIEM AETERNAM DONA EI, DOMINE! ET LUX PERPETUA LUCEAT EI” para Maria Luiza Pessoa Aires!

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