quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ARAÚJO SEM FRONTEIRAS

Cheerleaders um símbolo americanoAraújo Filho é um desses jovens que nasceram na era da informação, altamente tecnológicos, com 22 anos, de Piquet Carneiro, está agora nos Estados Unidos, mais especificamente no estado de Montana, Misoule, estudando as custas do Governo Federal através do Programa Ciências Sem Fronteiras. Fiz um pedido a Araújo que nos falasse um pouco sobre sua experiência com o programa e nas primeiras semanas fora do Brasil. Confira seu relato:

Na foto ao lado Araújo com as Cheerleaders, símbolo  do esporte mais famoso dos Estados Unidos, o Futebol Americano

Eu nunca havia pensado em estudar fora do país, até porque eu não possuía domínio de outra língua. Já tinha ouvido falar de alguns alunos que foram estudar fora, mas estes tinham fluência na língua, e eu não me atreveria a passar por um processo seletivo desse. Foi já quase no final do meu curso que fiquei sabendo da oportunidade de me candidatar a uma bolsa de estudos onde eu poderia aprender o inglês primeiro, para depois fazer o curso acadêmico. Desde o início, fui no "vai que cola", por que mesmo eu estando no processo, eu nunca acreditei que iria conseguir.

O ciência sem fronteiras é um programa do governo que proporciona aos estudantes a oportunidade de estudar fora do país, sem ter que pagar nada por isso. A candidatura é um pouco demorada e as vezes cansativa. Não há na realidade concorrência por vagas, se você possui todos os requisitos exigidos, você consegue a bolsa. A primeira seleção foi interna, na UFC. Passei pela seleção interna, então fiz uma prova de proficiência de inglês exigida no processo, o Toelf. Tirando a nota mínima exigida, pude ir para a seleção nacional, onde foram analisados todos os meus critérios. Depois de passar pela seleção nacional, eu pude enviar minha candidatura para as universidades americanas. Tive que enviar muitas redações, cartas de recomendação dos professores e muita burocracia... Foi um processo bem demorado. Depois de vários meses de espera, enfim chegou a carta de aceite da Universidade de Montana. Todo o processo levou cerca de 10 meses.

Apenas os gastos de passaporte e visto. Todo o resto é coberto pela bolsa: as passagens de avião, estadia, plano de saúde, auxilio instalação, auxilio material didático, alimentação, entre outros benefícios do programa.

Como eu estava esperando, absolutamente tudo foi muito diferente do que eu estou acostumado a viver, e muita coisa é exatamente igual ao que a gente vê nos filmes americanos. Foi minha primeira vez andando de avião e indo para outro país, e talvez pela minha matutice tudo me deixou maravilhado. O processo para entrada nos estados unidos foi muito burocrático, passamos por várias revistas e entrevistas. O maior impacto, como já era esperado por mim, foi ter que falar com todos em inglês sem saber falar direito. Eu sempre pedia para que falassem devagar para que eu pudesse entender. Mas fiquei admirado que mesmo com o meu inglês básico consegui fazer muita coisa por aqui no começo. Assim que chegamos no aeroporto de Missoula, o coordenador do programa de inglês foi nos buscar de ônibus, e nos levou para o shopping para que pudéssemos comprar coisas para o quarto. Todos ônibus tem internet wi-fi, quando um idoso entra o motorista só segue viajem quando ele senta, e os estudantes não pagam passagem.

Missoula é uma cidade que na minha opinião qualquer pessoa adoraria morar. É muito tranquila, de um povo muito simpático, de um ambiente bonito e extremamente limpo e correto. Diferente do que eu estava esperando, a maioria dos americanos gosta muito de estrangeiros e estão sempre dispostos a ajudar. Apesar de ser uma cidade pequena, existem muitas opções de lazer, esporte e cultura. Missoula está entre as 8 melhores cidades para se viver nos Estados Unidos. Uma curiosidade, no dia do seu aniversário a bebida é grátis em qualquer bar.

Na foto, o parque Glacier National Park que fica a duas horas e meia de carro da Universidade.

10648193_703748573039863_8235229516889537527_oQuase metade da cidade de Missoula é a Universidade de Montana. É como as pessoas aqui dizem "Uma cidade dentro da cidade". A infraestrutura é incrível. Prédios enormes e confortáveis no meio de um campo arborizado e lindas montanhas. Existem muitos estudantes internacionais aqui. Hoje, somos 94 brasileiros morando na universidade, destes,  4 são cearenses. Os alojamentos universitários são muito confortáveis. A qualidade de vida é incrível. Em todos os prédios existem locais estudo. No prédio onde eu moro, existe uma sala de estudo em cada andar, e uma enorme sala compartilhada no último andar. Muitos cursos de graduação e mestrado. A maioria dos cursos é na área ambiental. O curso de inglês é muito bom, os professores são ótimos, altamente qualificados e extremamente compreensíveis com a dificuldade dos estrangeiros. Após o curso de inglês (de seis meses) irei fazer um ano de computer science. Todos os dias temos muitos homeworks (trabalhos de casa) pra fazer. É mais comum do que testes, diferente do Brasil. Tenho colegas de classe japoneses, árabes, chineses e russos. Pelo que estou vendo os japoneses são tão simpáticos quanto os brasileiros. Altamente sociáveis e sempre querem estar por perto. Por incrível que pareça, acho que sua cultura se assemelha mais com a nossa que a dos americanos, na minha opinião.

Enfim, recomendo a todos que fazem graduação que tentem o programa Ciência Sem Fronteiras. É uma experiência única!

Por Araújo Filho e Denison Vieira

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"