quarta-feira, 13 de agosto de 2014

JUBILEU ÁUREO DA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL AZARIAS FERNANDES

A Escola Azarias Fernandes, entidade educativa mantida, nos últimos tempos, pelo município, nasceu em 1964, ano marcante da história do Brasil, em que se deu a REVOLUÇÃO MILITAR.

Por congregar escolas que funcionavam de forma isolada, passou a chamar-se de ESCOLAS REUNIDAS AZARIAS FERNANDES.

De início,  pelo que me informou a professora Maria Tarcília Monteiro de Sales, não lhe foi constituída uma DIRETORIA, senão uma COORDENAÇÃO, confiada aos cuidados da professora Maria Jarina Dantas Marques.
Tal e qual, pode-se caminhar até o ano de 1969, quando, após a professora Vilani Aires haver declinado do convite para tornar-se  a 1ª DIRETORA da Escola Azarias, veio a Profa. Tarcília Monteiro a assumir o referido cargo, a cuja testa permanecerá até inícios de 1979.

Eis o catálogo do primeiro Corpo Docente: MARIA VILANI AIRES, MARIA DÁRIA FERNANDES FRANCO, MARIA JOSÉ ALVES FERREIRA, MARIA JARINA DANTAS MARQUES E MARIA TARCÍLIA MONTEIRO DE SALES.

A partir do ano letivo de 1970 ,  uma vez já constituída a PRIMEIRA DIRETORIA,  associaram-se ao Corpo Docente da nossa escola jubilar, estas professoras: Lúcia Campos de Lima, Maria Odaísa Saraiva Nogueira, Francisca Marcília de Oliveira, Odete Gomes de Morais Pinheiro, e Teresinha Lopes Beserra.

Uma visão, sempre em tom de retrospectiva, permite-nos contemplar a seguinte GALERIA DE EX-DIRETORES:

1ª. MARIA TARCÍLIA MONTEIRO DE SALES (1969-79)

2ª MARIA ZILCE DE PAULA (1980-1986)

3ª SONHA MARIA ALVES DE MORAIS (1986-1995)

4º JOÃO EUDES ALVES LUCENA (1995-2004)

5ª MARIA EMÍLIA SERAFIM RODRIGUES (2005-2012)

6º NATANAEL SILVA (2012-13)

A propósito dos professores João Eudes e Emília convém lembrar, nesta crônica, que ambos ascenderam, por duas vezes,  à direção desta escola, mediante todo um processo seletivo, que envolveu a realização de provas e a consequente eleição pela comunidade escolar.

Atualmente, a Direção da Azarias Fernandes vê-se confiada aos cuidados da professora Ilma Moura, a quem cabe, agora, uma vez coadjuvada por seus assessores, e com o apoio irrestrito da Secretária da Educação, Wioneide Isidorio  Borges, conduzir as comemorações alusivas a tão magno evento.

Um número , diria, quase incalculável de professores,  de agentes administrativos, entre outros cargos, ilustraram a caminhada desta escola. Impossível, pois,  citá-los todos, e, por isto, sugiro que eles se sintam homenageados, levados em consideração, mediante os nomes, já por mim mencionados, do primitivo corpo docente.

QUEM FOI AZARIAS FERNANDES?

Para a elaboração dos dados biográficos do Sr. Azarias Fernandes, devo registrar a colaboração  que me prestada por   dona Geralda Fernandes (Geralda da Cachoeira), neta de Azarias, no curso de um entrevista, que lhe fiz,  em janeiro deste ano.

Azarias Fernandes nasceu na segunda metade do século XIX, no ai de 1860,  na Comunidade de Cachoeira, município de Piquet Carneiro, filho de José Fernandes, oriundo este, por sua vez,  da Comunidade de Riacho do Sangue, hoje município de Dep. Irapuan Pinheiro.

Ressalte-se que José Fernandes, vindo do Riacho do Sangue, fixou residência, com sua família,  no sítio  Cachoeira;  assim,  com a morte de seu genitor, o sr. Azarias Fernandes herda o sítio Cachoeira.

Homem do seu tempo, Azarias gerou, fruto de dois casamentos,  18 filhos.

Viveu da agricultura, da agropecuária.

Sua primeira esposa chamava-se MARIA RUFINA.

A 2ª esposa era ligada à família do Sr. Mariano Aires.

Azarias era um reconhecido Homem de fé, católico fervoroso.

Ainda segundo dona Geralda, o Sr. Azarias Fernandes era parente, embora distante, do famoso Cel. Zequinha Magalhães, ou Zequinha das Contendas. Eram muito amigos.

Azarias era  também conhecido por ser um sujeito ativo em época, por exemplo,  de campanhas político-partidárias; um forte defensor – pode-se afirmar – de suas ideias em tal setor da sociedade.

A homenagem que, postumamente, como é de praxe nessas situações, lhe prestaram,  denominando o prédio escolar de ESCOLA AZARIAS FERNANDES,  resultou de uma iniciativa do então Dep. João Viana.

Vitima de morte natural, Azarias Fernandes  veio a  falecer, com quase um século de existência,  aos 96 anos, no dia 6 de janeiro de 1956, na localidade de São Miguel.

À espera da ressurreição da carne, seus despojos mortais estão sepultados no cemitério de Ibicuã (Distrito de Piquet Carneiro).

(Texto: Prof. Osmar Lucena Filho)

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