sábado, 1 de março de 2014

O CAPITÃO E O IBICUÃ

22022014-DSC_0248No sábado dia 22 em Ibicuã foi realizado atividades em homenagem aos cem anos de morte do capitão J da Penha, que morreu em fevereiro de 1914 em Ibicuã, na época o distrito era conhecido como Miguel Calmon.

No começo da tarde, na creche do Ibicuã, os dois chegaram juntos cumprimentando todo mundo, prefeito Expedito e o Deputado Federal Danilo Forte. Depois do almoço foram passados trechos do filme sobre a Sedição de Juazeiro. lideranças e moradores ouviram sobre a história de J da Penha e a Sedição de Juazeiro contadas por Antônio Cariri, que é historiador, devido a seu trabalho na região de Padre Cícero, recebeu esse sobre nome. Também foram entregues premiações para alunos das escolas do distrito, que fizeram trabalhos de literatura sobre o assunto, como cordéis e redações. Osmar Filho foi o mestre de cerimônia. A Secretaria de Educação Wioneide organizou o evento, com ajuda de muitos servidores da educação. Durante o momento, que contou com a presença de três familiares do capitão, sendo uma neta e duas sobrinhas-netas, era possível perceber um certo desconforto ao falar sobre a história de sua morte. J. da Penha foi morto por seguidores de Padre Cícero e se falando de Sedição de Juazeiro esse deve ser o nome mais importante. Chegou a ser dito que o líder religioso teria sido induzido por Floro Bartolomeu, um dos grandes coronéis da época. Padre Cícero foi excomungado pelo Santo Ofício em 1917 devido a suas atividades que iam contra as doutrinas da Igreja Católica, e por desobediência frequente aos seus superiores. A excomunhão foi suspensa em 1921, mas o padre permaneceu suspenso de suas atividades religiosas para sempre. Agora a Diocese do Crato trabalha no Vaticano para torna-lo oficialmente santo, já que entre os devotos ele já é considerado. Toda conversa e discursos girou entorno do tema, mas Expedito aproveitou o momento para anunciar a construção de uma quadra coberta, no terreno da creche, em Ibicuã. Danilo Forte deve despachar no Ministério de Educação para agilizar a obra. 22022014-DSC_0122Eram quase 4 da tarde quando entrei, do lado de fora o ano de inauguração 1908 e o nome Miguel Calmon estampam a frente da antiga estação de trem. A primeira coisa a saltar, não aos olhos, mas sim ao olfato, é o cheiro fortíssimo, numa mistura de urina humana com sujeira de animais, também há penas no chão, como se alguém tivesse criado galinhas dentro do galpão. Na parede do fundo uma cartolina cheia de fotos antigas do local. Um vestígio do encontro dos Filhos e Amigos de Ibicuã, que realizaram uma exposição de fotos antigas no evento que aconteceu em Janeiro.22022014-DSC_0209 Perto da estação uma placa indicava, 1,5 km de distância até o cruzeiro, levantado no local da morte de J. da Penha, recém reformado pela Prefeitura Municipal.  Os últimos 300 metros só de decida, até chegarmos ao nível da linha de trem. Uma tenda e o paredão de som já estavam prontos com muita gente esperando para missa começar. De última hora, devido ao tempo do evento, foi decidido fazer uma celebração, que é mais rápida, ao invés de uma missa.

No final, Pe Jaime contou que as primeiras palavras que leu foram Ibicuã e Piquet Carneiro, logo explicou que ainda criança as madeiras da sua casa tinham vindo de Ibicuã, com a descrição do lugar de origem. "Estava no destino" disse o padre.

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Por Dênison Vieira

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