quinta-feira, 2 de maio de 2013

PJMP debate “Maioridade Penal”

DSCF2006388620_366073416834651_277582876_nEm debate realizado no último dia 26, a PJMP de Piquet Carneiro discutiu a “Maioridade Penal”. O debate faz parte da programação dentro da Semana da Cidadania promovida pelas Pastorais de Juventude do Brasil. O tema está sendo muito debatido nas mídias tradicionais, impulsionado pela tramitação no senado do tema, além de acontecimentos recentes que beneficiam menores infratores.

A posição da PJMP parece se alinhar com a opinião da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que reafirmou, no último dia 19 de abril, sua posição contrária à redução da maioridade penal. “O Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse a solução para a diminuição da violência e da impunidade. A CNBB entende que a proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema”, diz nota da Instituição.

No encontro os jovens puderam expor suas duvidas e opiniões sobre o tema. Keilhiane Vieira ficou responsável por mediar o debate. O encontro também contou com a presença de integrantes do LEO Clube e do Conselho Tutelar.

Nota do editor

Essa é uma briga que faço questão de não comprar, temos problemas muito mais profundos. O principal argumento de quem é a favor da diminuição é baseada na idade média de outros países, mas ninguém ainda falou que esses países são de primeiro mundo e seus delinquentes são tratados como gente para que um dia possam ser ressocializados. O que realmente importa é se o Estado brasileiro realmente cumpri com seus deveres. Quem vai pra cadeia deveria ser recuperado, essa é a ideia primordial.

Em torno 80% da população é a favor, essa mesma população é a favor da pena de morte, agora pergunte a alguém, se a pena de morte for aderida, se ele ou ela teriam a coragem de apertar o botão da cadeira elétrica. Temos de parar de pensar com a mente de uma pessoa vingativa, o objetivo do Estado tem que ser o de levar essa pessoa infratora a se arrepender do que fez e voltar a ser um cidadão comum que possa conviver e contribuir com a sociedade.

Mas existe um caminho do meio em relação as leis que tramitam no congresso. Uma delas diminui a maioridade penal apenas para crimes hediondos, o que pra mim faz todo o sentido. Não queremos que um garoto de 16 seja preso com um bando de marmanjo só porque roubou alguma coisa, mas se seu caso for o latrocínio ou homicídio a história é outra.

 

Por Denison F. Vieira 

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