quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Santa Inocência!

imageÉ insignificante,
Não importa o tamanho do meu problema.
Ele é o maior do mundo pra mim,
Mas continua insignificante,
Sou apenas uma formiga prestes a ser esmagada.

Ah! Como nos enganamos em achar que o crime e
A audácia do outro é monumental.
Somos passivos ao ato, a morte visceral,
Seja a morte sua ou de seu inimigo.
Mas evoluímos, hoje matamos de forma diferente.

A morte matada de fato ficou para os bárbaros.
Nós somos civilizados! Branda o marmoteiro.
Hoje matamos com a língua,
Matamos com o olhar...

Não fique só, estou contigo
E não se preocupe, estou longe do suicídio
Não fique só, fique comigo
Sei como você se sente amigo

O tempo passa e as pessoas cada vez te entendem menos,
Suas reflexões, angústias ficam ao relento
Esperando alguém captar o que você sente por dentro.
Não temos tempo, nem condições para falar,
Deixamos o interior sombrio dominar
Enquanto procuramos luz pela milésima vez no mesmo lugar.

Meu amigo fique certo que não vai encontrar,
Desista de procurar onde já foi, e passe a tentar novos caminhos.
Como seria bom ser inocente o suficiente para acreditar
Que uma divindade suprema pode me curar.
Como seria bom só entregar nas mãos
A responsabilidade de viver.

Mas e na hora de vivenciar o que a vida tem de bom?
Será que desejaria que a divindade aproveitasse por mim?
Certamente não.
É uma troca, batalhamos, se metemos nas piores enrascadas,
Mas há ao longe uma esperança da recompensa,
O alívio de passar por tudo e vencer.
Santa inocência!

Denison F. Vieira

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"