terça-feira, 17 de julho de 2012

Presidente do STTR representa Piquet Carneiro no Grito da Terra em Brasília

P1010953 - CópiaNo dia 30 de maio aconteceu na capital federal o Grito da Terra. A data é usada pelos representantes do meio rural para fazer reivindicações ao Governo Federal. Para saber mais sobre a pauta discutida, conversamos com Hugo Carvalho, que é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piquet Carneiro e esteve em Brasília. “Já ficou assegurado 18 bilhões para o Plano-Safra 2012-2013 da agricultura familiar, reivindicamos cestas básicas para pessoas que não estão inclusas no seguro safra e aumento de recursos para os programas PAA”. As regiões Sertão Central e Centro Sul tiveram 46 pessoas representando os Trabalhadores Rurais. Em Brasília os Sindicatos de todo Brasil se juntam a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e segundo Hugo, visitaram o Ministérios, do Trabalho, no Ministério do Desenvolvimento Agrário e no INCRA. Hugo ainda disse que uma das reivindicações no Ministério do Trabalho foi em relação ao modo como eles estão liberando o funcionamento das instituições “Por exemplo, um sindicato debaixo de um pé de árvore... estão fornecendo a documentação para funcionar”, disse o Presidente do STTR. Como sempre o tema reforma agrária ainda está em evidência e não passou despercebido pelos que participaram do Grito da Terra 2012. Hugo comentou o assunto em nossa entrevista “No INCRA... a questão da Reforma Agrária, compra da terra... nossa reivindicação lá é que o pequeno proprietário que tem uma fazenda e três moradores... que haja recurso para os moradores comprarem essa terra, nem que seja de 20, 30 ou 40 equitares, porque na Reforma Agrária normal você tem que ocupar uma propriedade de no mínimo de 50 equitares e queremos financiamento para o pequeno agricultor para comprar terra. Outro ponto que discutimos... que os recursos destinados aos jovens e mulheres, ainda está com muita exigência, está sendo difícil pegar o crédito”.

P1010957 - CópiaEm outro momento da entrevista quando perguntado sobre a seca “Nós estamos achando muito lento o amparo do Governo Federal e Estadual”. Enquanto ao seguro safra Hugo critica a maneira com que anunciaram “Houve uma dificuldade de pagar a parcela extra do Estado por causa da Caixa econômica não fazer o pagamento pelo cartão do Bolsa Família... muita burocracia... acabou criando uma expectativa... o Governo do Estado deveria ter anunciado essa parcela para novembro, deixado última parcela”. Na esfera Municipal Hugo disse que o possível está sendo feito com a declaração de calamidade e a ajuda no transporte do milho de Senador Pompeu a Piquet Carneiro.

Por ser Presidente do Sindicato rural Hugo acaba tendo muito contato com agricultor, em parte da entrevista Hugo fala sobre sua impressão “Precisamos do povo organizado... os agricultores familiares estão muito acomodados, nas reuniões que eu participo, eles estão acomodados com miséria, com migalha, acomodado com o Bolsa Família, acomodado com Seguro Safra de R$ 680,00, que na verdade não segura 20% da perca que se tem em um ano. Eles falam que ‘pior foi no passando’, mas nós do movimento sindical estamos tentando passar para população para os trabalhadores que o seguinte: pior que o passado não vai ser jamais. P1010938Para chegar onde chegou nós perdemos muitos companheiros, foi muito derramamento de sangue...”

Sobre o crédito no meio rural “Graças ao movimento sindical foi criado o Pronaf, também o programa das cisternas P1 + 2 para que as famílias tenham água para beber e para produzir. Os nossos agricultores não estão avançando como a gente esperava... foi criando vários tipos de Pronaf para ir subindo o empréstimo conforme fosse avançando, mas o agricultor que pega R$ 2500,00 no Pronaf B não quer passar para o C para não perder o Bolsa Família... estão com medo de crescer.”

Texto por Denison F. Vieira 

Fotos Cedidas por Hugo Carvalho

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