quarta-feira, 7 de março de 2012

Ditado, Sonhos, Prisão Sem Respostas e a Valsa Pra Lua

    Certa vez li que devemos viver como se fossemos morrer amanhã. Talvez esse ditado seja o mais não praticado pelas pessoas que conheço, eu incluso. Mas se nós dermos uma pequena modificada no ditado ele fica perfeito para a maioria, eu incluso. “Quando der certo eu vou viver como se fosse morrer amanhã”.

    Deixamos nossos sonhos trancafiados em baús empoeirados ou em tempos mais mordemos colocamos em uma pasta do computador que nem lembramos mais o nome. É incrível como deixamos tudo de lado pelo bem maior da conformidade. Matamos nossos sonhos em troca da mesmice. Temos por comodismo também, parado de pensar. Decidimos somente seguir andando “sabe deus pra onde”, andamos parecendo zumbis, sem propósito. E os vícios nos consomem. Acabamos nos entorpecendo com entretenimento barato e esquecemos que o tempo é muito caro. Afinal somos cercados de pessoas satisfeitas com seu status quo. Quando entendemos essa realidade descobrimos que na verdade estamos presos.

    Imagine-se mudando de vida agora. Quantas pessoas você teria de dar satisfação? E quantas ficariam decepcionadas com você? E pra completar. Quantas te chamariam de louco por largar tudo? Cada pergunta dessas se torna uma das barras que te aprisionam. Mas não acredito que só essas indagações que nos prendem, existe também o medo de descobrir que não há terras além do horizonte. Pelo menos eu, tenho medo de dar a volta ao mundo e descobrir que o único lugar que me satisfaz é o início da jornada. Será que devemos velejar até encontrar terra firme? E se não encontrarmos? Vamos voltar, e talvez não saber mais como chegar. Sei lá! As vezes me dou o direito de não ter respostas...

    Quem lê meus textos a um tempo já descobriu que não me apego muito em grandes escritores, muito menos em regras de coerência do pensamento ou da ideia a ser transmitida. Acrescentando isso, tenho que dizer que grande parte desse texto foi escrita em uma madrugada escutando Vitor Araújo (pianista) tocando a música “Valsa pra Lua”. Vale a pena ler de novo ouvindo.

Denison F. Vieira
Editor do informe gerAção

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"