sábado, 4 de fevereiro de 2012

“Copy e Cola”

Eu me rendi ao mundo da interação através da internet desde o começo do Orkut. A ideia de entrar em contato com as pessoas a hora que eu quisesse sem precisar ficar online o tempo todo me fascinou. Nunca tive paciência para bate-papo ou MSN. Depois de um tempo comecei a usar as mídias sociais para dizer a minha opinião, e para me auto promover como profissional. Com a entrada do Facebook fui obrigado, por causa dos meus projetos, a me enfiar na ferramenta.

O meu tempo gasto na rede social de Zuckerberg tem me causado maus sentimentos. Vez por outro dou de cara com religiosos ultraconservadores, com pessoas despolitizadas, com rebeldes sem causa, com fotos de crianças mortas, pessoas esquartejadas, homofóbicos, piadas mais antigas que o tempo. Isso tudo junto mais o fato de a grande maioria do conteúdo ser copiado e recompartihado, nos dá uma rede de pessoas que tem preguiça de pensar e dar sua opinião, e pior, quando ousam dar seu ponto de vista é sem fundamento ou mais do mesmo. E eu que bati por vezes na mídia brasileira estou sentindo vergonha alheia, porque quando os brasileiros têm a oportunidade de debater algo útil, jogam fora.

A tão comentada “primavera árabe” teve grande força em sites como o Twitter. Infelizmente no Brasil as redes socias são como um livro do Costinha (É o novo) que por vezes só servem para fazer piada. Claro que não são todos, mas em um universo de 343 amigos que tenho, cerca de 5 tem um conteúdo próprio no Facebook, o resto como diz uma gíria internética é tudo “copy e cola”.

Denison F. Vieira

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"