quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ESTAMOS NO MÊS DOS MORTOS, NOVEMBRO, CELEBRANDO A VIDA QUE COMEÇA COM A MORTE

Os que professamos a Fé Católica já estamos habituados à vivência dos chamados MESES TEMÁTICOS no curso do Ano Litúrgico. Recordemo-los: MAIO - O MÊS DE MARIA; JUNHO - O MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS; JULHO - O MÊS DO PRECIOSÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO; AGOSTO - O MÊS DAS VOCAÇÕES; SETEMBRO - O MÊS DAS BÁBLIA; OUTUBRO - O MÊS DAS MISSÕES; NOVEMBRO - O MÊS EM QUE REVERENCIAMOS A MEMÓRIA DOS NOSSOS IRMÃOS FALECIDOS.
A data universal em recordação dos mortos é o dia 2 de novembro. Mas todo o mês de novembro é reservado à evocação (lembrança) dos que já partiram para a Casa do Pai.
Hoje,  2 de novembro,   data em que, à guisa de reflexão,  escrevo estas linhas, é o dia em que a Igreja reza em sufrágio de todos os fiéis falecidos. Nienhum dos que já se foram é, nesta oportunidade,  esquecido, pois a Santa Missa é aplicada em favor de TODOS.
Para os que creem em Deus - como no-lo atesta o Prefácio da Missa dos Defuntos - "a vida não é tirada, mas transfornada".
O culto aos mortos, e, por conseguinte, a crença na imortalidade da alma,  é, certamente, antiguíssimo.
Um dos mais eloquentes textos do magistério eclesiástico sobre o Dia de Finados traz a data de 10 de agosto de 1915. Faz quase cem anos.  Mas a validade de sua mensagem acha-se intacta! . Trata-se da Constituição Apostólica INCRUENTUM ALTARIS SACRIFICIUM (O SACRIFÍCIO INCRUENTO DO ALTAR) , do Papa Bento XV, de que registro algumas passagens, em que o Santo Padre se refere à importância e à necessidade de se rezar pelos mortos. Vejam:
Diz Bento XV, papa que governou a Igreja entre 03.09.1914 e 22.01.1922, na Constituição a que já me referi:

"O sacrifício incruento do Altar, porque pela sua natureza em nada difere do sacrifício da Cruz, não só traz glória para os habitantes do céu e beneficia como um remédio de salvação àqueles que ainda se encontram nas misérias desta vida, vale muitíssimo também para o resgate das almas dos fiéis que descansam em Cristo. Esta é uma perpétua e constante doutrina da Santa Igreja. Os vestígios e os argumentos desta doutrina — que ao longo dos séculos trouxe grande conforto a todos os cristãos e que despertou nas melhores pessoas viva admiração pela infinita caridade de Cristo — podem ser encontrados nas mais antigas liturgias da Igreja Latina e da Igreja Oriental e nos escritos dos Santos Padres, e são, enfim, claramente expressos em muitos decretos dos antigos Sínodos.


O Concílio Ecumênico de Trento, com uma particular solene definição, propôs o mesmo em relação à nossa Fé quando ensinou que “as almas detidas no Purgatório são ajudadas pelos sufrágios dos fiéis, especialmente com o sacrifício do Altar, que agrada a Deus”, e fulminou com a excomunhão quem afirmassem que o sacro sacrifício não deva ser oferecido “para os vivos e para os mortos, pelos pecados, pelas penas, pelas satisfações e pelas outras necessidades.” Na verdade, a piedosa Mãe Igreja nunca seguiu um comportamento diferente deste ensinamento; em nenhum momento, deixou de exortar intensamente aos fiéis cristãos que não permitissem que as almas dos fiéis defuntos fossem privadas daqueles auxílios espirituais que brotam abundantemente do sacrifício da Missa E sobre essa questão, devemos elogiar o povo cristão, que nunca faltou ao amor e ao empenho em sufrágio dos defuntos. Testemunha disso é a história da Igreja vez que, quando as virtudes da Fé e da Caridade elevavam as almas, os reis e os povos se empenhavam mais ativamente em todos os lugares onde se estendia o nome católico, a fim de obter a purificação das almas do Purgatório."
O pontificado deste Papa - de quem  o atual retoma o nome - coincidiu com o trágico período da 1ª GUERRA MUNDIAL, que durou de 1914 a 1918.
Por isto, ao discorrer sobre o Dia de Finados e, como tal, acerca da oração pelos mortos, Bento XV chega a recordar:
"A misericórdia Nos comove hoje em um maior grau quando, por causa dos mui trágicos incêndios de guerra acesos em quase toda a Europa, temos diante de Nossos olhos tanta juventude que, na flor da idade, morre prematuramente em batalha. Mesmo que a piedade de seus familiares para sufragar pela alma deles não venha a faltar, será esta, no entanto, suficiente para atender a necessidades deles? Desde que, por vontade divina, tornamo-Nos o Pai comum de todos, queremos com paterna generosidade tornar estes caríssimos e amadíssimos filhos, arrancados à vida, partícipes do tesouro dos méritos infinitos de Jesus Cristo.".
Enfim, Neste mês de Novembro, visitando os cemitérios onde repousam os corpos de nossos entes queridos, não nos esqueçamos, sobremodo,  de a presentar seus nomes,  à hora da Santa Missa, que é o Sacrifício Incruento (isto é, sem derramamento de sangue) do Altar, a fim de que o Senhor lhes conceda o lugar do refrigério, da luz e da paz, que é a Mansão Celestial.

UM ADENTO: A MISSA DO DIA DE FINADOS - 2 DE NOVEMBRO DE 2011
IN COMMEMORATIONE OMNIUM FIDELIUM DEFUNCTORUM

NA COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

Pe. Jaime celebrou, no cemitério local, às 18:20hs.
Muitos acorreram ao cemitério local a velar seus mortos.
No final da celebração, concedeu-se a palavra ao Prefeito do Município, Expedito José do Nascimento, em razão do adiantamento das obras de ampliação do nosso "campo santo".
Sua Excelência pôs-se então a explicar o trabalho que ali vem sendo realizado, com recursos do Tesouro Municipal.
A área do cemitério de Piquet Carneiro foi ampliada duas vezes: a 1ª ala, murada e benzida em 1942, fora já, de fato,  ampliada  em 1991.
Nesta data, 2 de novembro de 2011, assiste-se à conclusão da 2º ampliação, de proporções bem mais significativas.

"E é morrendo que se vive para a Vida Eterna"
(São Francisco de Assis)
Um texto produzido por
Osmar Lucena Filho

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