domingo, 2 de outubro de 2011

PIQUET CARNEIRO DÁ ADEUS A "ZÉ DOS CORREIOS"

Texto e vídeo: Osmar Lucena Filho

José Alves Otaviano, o nosso "Zé dos Correios",  partiu em demanda do "Plano Superior" .

A forma como ele se foi (após um súbito mal-estar!) leva-nos a pensar nas palavras com que Jesus nos adverte sobre a "HORA DA NOSSA PARTIDA", conforme consta do texto lucano: "Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem". (Cf. Evangelho Segundo Lucas, 12, 39-40).

De fato, o "Filho do Homem" veio e levou José Alves Otaviano de forma, assim, "meio improvisada", e, por isto mesmo, à hora em que, muito provavelmente, nem ele, nem nós, parentes e amigos seus, imaginávamos fosse acontecer: quando as primeiras horas do dia 1º de outubro de 2011 apenas se anunciavam, e uma animada seresta, da qual ele, Zé, participava, animava o começo do sábado.

Em suma, eis alguns traços biográficos do nosso saudoso José Alves Otaviano: ele era filho de Celso Otaviano e Francisca Alves. Em 1976, na igreja matriz local, em cerimônia presidida pelo Pe. Ricardo Siuta, então vigário de Piquet Carneiro, José Alves une-se, em matrimônio, com Francisca Francilina, de cujo enlace nasceram estes rebentos: Jofran, Joevan, Joselina, Josefran, Joefran e Giovanni Paolo.

Por volta de 1978, ele ingressa na Empresa de Correios e Telegráfos, quando passa a atuar ao lado de Jairo Dantas Marques (+ 30.04.1997).

A partir d´então, não demoraria a conquistar o cognome com o qual passaria a ser, popularmPQAAAFiMbfcxy6Uab9eqcTmF7TjWwx1bdxG5B0qSk9VlnNyq1UObIazhfJVIohEOlhdlAbeHzM69B-AZoUzb7vhgBekAm1T1UOVRcWn_ZMUe4ooMI880TeR18kp8ente, identificado: "ZÉ DOS CORREIOS"

MEMBRO DO PODER LEGISLATIVO: 1997 - 2000

Tendo sido eleito, em 3 de outubro de 1996, com 339 votos, pelo PSDB, Zé dos Correios passa a integrar o Legislativo Municipal. No dia 1º de janeiro de 1997 ei-lo, já investido do cargo, transmitindo, em nome da Prefeita Luciuda Barros Beserra, a faixa de comando de poder ao então prefeito empossado Dr. Francisco Ivanildo Fernandes Franco.

20 DE OUTUBRO DE 2001 - A DOR PELA PERDA DA PRIMEIRA ESPOSA: FRANCELINA OTAVIANO

O dia 20 de outubro de 2001 assinala uma página de dor na vida de José Alves em decorrência do falecimento de sua primeira esposa, Francisca Francelina, com quem convivera durante muitos anos.

Em dezembro de 2001, José Alves contrai matrimônio com Consuelo Morais, a cujo lado se divertia à hora em que foi acometido do mal que o levaria à repentina morte.

A HOMENAGEM PÓSTUMA DOS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO

À tarde do sábado, 1º de outubro, os poderes Executivo e Legislativo prestaram uma homenagem póstuma ao ex-vereador José Alves.Falaram , na ocasião, estes edis: Dinômedes, Niclézio, Bismark, Antônio Holanda e Haroldo Magalhães, presidente da Câmara. Por fim, falou o Prefeito do Município, Expedito José do Nascimento.

Na mensagem de cada orador, o reconhecimento,  pela forma séria e competente,  com que José Alves honrou o mandato de vereador que lhe foi conferido pelo povo.

Ainda ouviu-se a palavra do Jofran, o primogênito do pranteado Zé dos Correios, que agradeceu, em nome da família, os sentimentos de fraterna estima recebidos de todos,  por ocasião dos funerais, de que reproduzo este trecho inicial: "Eu queria iniciar minhas palavras com a frase de uma canção,  mas eu vou mudar: ' E agora,José? A festa acabou?". José que foi tantos, não é? José, que antes de ser meu pai, nasceu como o José da Chiquinha, José do Celso, José da Sinhá - ele foi criado pelas tias em Senador Pompeu!  José da Carminha!  José da Francilina! José dos Correios!  E morreu como José da Consuelo!

A sessão da Câmara foi encerrada em clima de oração, quando os presentes recitaram o Pai Nosso e Ave-Maria em sufrágio da alma do ex-legislador, Zé Otaviano.

O caixão estava coberto com a Bandeira do Município, e a Orquestra Municipal se fez presente ao seu sepultamento, executando, já no cemitério, as canções: Nossa Senhora e Amigos para Sempre.

Zé dos Correios era um cidadão inteligente, perspicaz, de espírito jocoso: gostava, pois, de brincar.

Há um ditado que diz "Tal vida, tal morte". Com o José foi assim mesmo: brincalhão como era, tinha que se ir no embalo de uma animada seresta (na voz inconfundível de João Dino) como ele pedira a Deus - segundo testemunhas - assim acontecesse...

Requiescat in pace!

Confira mais vídeos das homenagens na Câmera e do enterro no http://www.youtube.com/user/osmarlfilho

Um comentário :

"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"