sábado, 5 de fevereiro de 2011

Personalidades Históricas - Nomes de Ruas, Praças, etc (9)

QUEM FOI PAULINO VIEIRA CAVALCANTE?
* 25.02.1905 + 2.01.1995
(Nome de uma Praça localizada na Rua Valdemiro Alves das Flores)
    Paulino Vieira Cavalcante nasceu no sítio Morada Nova, Piquet Carneiro, em 25 de fevereiro de 1905, filho de Vital Franco Vieira  (depois, passou a chamar-se Vital de Brito Vieira),  e de Ana Vieira Silva.

O AGRICULTOR
    Homem profundamente inclinado à agricultura, ei-lo, já aos 11 anos, em 1916,  a acompanhar seu genitor nas atividades do campo
    No ano de 1936, resolve ir negociar em Senador Pompeu,  conduzindo 6 contos de réis no bolso. A demora na terra de Humaytá seria curta: apenas 2 anos! De fato, em 1938, Paulino Brito, de regresso a Piquet Carneiro, passa a novas ocupações, quando se envolve com a construção do “açude do Paraná”.
22 DE NOVEMBRO DE 1940 – O PRIMEIRO CASAMENTO
    Em 1940, aos 35 anos,  contrai primeiras núpcias com Antônia Pinheiro Cavalcante (19 anos mais nova que ele! ).  Antônia, por seu turno,   nascera no Sítio Bom Sucesso (Piquet Carneiro) em 24 de março de 1924, filha de Cândido Alves Neto e Ana Maria Pinheiro. Trata-se de  uma jovem dotada de belíssima aparência!

A  ATA DA 1ª UNIÃO MATRIMONIAL
    Conforme está contido nos arquivos da Paróquia de Senador Pompeu,  eis quanto reza a ata do casamento matrimonial, aqui reproduzida “ipsis litteris”: “Aos vinte dias do mês de novembro de mil novecentos e quarenta, na Capela de Piquet Carneiro,  dessa freguesia de Senador Pompeu, compareceram e contraíram matrimônio, perante mim e as testemunhas:  Paulino Vieira Cavalcante,  solteiro,  de trinta e cinco ano,  filho legitimo de Vital Brito Pereira (sic!),   e de Ana Vieira Silva,  já falecidos; e  Antonia Alves Pinheiro, solteira,  dezessete anos,  filha de Cândido Alves do Nascimento e de Ana Maria de Jesus (sic!) .  Foram testemunhas:  José Francisco Vieira  e José Alves Pinheiro . Os nubentes são naturais e paroquianos desta freguesia. O Vigario:  Pe. Francisco Hélio Campos.”

FILHOS DO 1º CASAMENTO
    São estes os filhos do 1º casamento:  Vital Brito Cavalcante,  Maria Vileuda Pinheiro Cavalcante, Maria Vilzenar Pinheiro Cavalcante, Maria Iolanda Pinheiro Cavalcante, Ana Maria Pinheiro Cavalcante, Cândido Alves Neto (+ 22.01.2000), Francisco Paulino Pinheiro Cavalcante, Paulinha Maria Vieira Cavalcante, Lúcia Fátima Pinheiro Cavalcante e Antônia Pinheiro Cavalcante (+ 1957).

DEZEMBRO DE 1949 -   A CHEGADA A PIQUET CARNEIRO
No dia 31 de dezembro de 1949, Paulino muda-se com a família para a sede do então distrito de Piquet Carneiro. A intenção é comemorar a entrada do ano novo (1º de janeiro de 1950) já instalados em novo ambiente.

1º DE SETEMBRO DE 1957: FALECIMENTO DA 1ª ESPOSA
O dia 1º de setembro de 1957 caíra num domingo. Naquela ocasião, por volta do meio-dia, Paulino e os filhos se veem privados, para sempre,  da companhia de Antônia Pinheiro, que veio a falecer, aos 36 anos,  em decorrência de crise hemorrágica, proveniente de complicações pós-parto.  É grande o clamor, pois imageAntônia deixa muitos filhos órfãos do carinho e proteção maternais.

11 DE JULHO DE 1960: O 2º CASAMENTO, COM SANTINA MARQUES
Santina Marques, oriunda de tradicional família da Paraíba, é a “eleita” do coração de Paulino Brito,   face  à  celebração de um novo casamento.   Quem agora lhes concede a bênção  matrimonial,   é o terceiro vigário de Piquet Carneiro, o Pe. Francisco Alves Teixeira. Estava-se no dia 11 de julho de 1960.  Desta união, brotam estes filhos:  Antônia Oliveira Cavalcante, Lucileuda Marcos Cavalcante,   Felismina Marcos Cavalcante,  Orlando Oliveira Cavalcante e Sandoval Oliveira Cavalcante.
    Para dona Santina está agora reservada  a alta missão, de zelar pelos filhos,  da 1ª união de Paulino (com Antônia), e, igualmente,  a de multiplicar a família, com o advento de novos filhos.  É sabido que ela se desincumbiu bem dessa tarefa, pois soube conquistar a estima dos enteados, pela forma carinhosa com que os tratou.

NA POLÍTICA
    Paulino Brito era filiado,  inicialmente, ao partido comandado pelo conhecido Cel. Zequinha, das Contendas (Miguel Calmon,  na época).   Porém, tendo em vista o envolvimento deste último com o  “cangaço”, resolve desligar-se daquela agremiação político-partidária, aliando-se, por conseqüência dos fatos, a outro “coronel”,  Ananias Magalhães, curiosamente irmão de Zequinha, o qual, residindo em Senador Pompeu,  chefiava a UDN. Em seguida, Paulino une-se, politicamente falando,  a Franco José Vieira (+ 1982).
    Lideranças da ARENA 2 (Aliança Renovadora Nacional), escolheram Paulino Brito (cidadão, sem sombra de dúvida, de vida moral ilibada!) para concorrer às eleições municipais de 15 de novembro de 1972. Na época, o setor político local achava-se mergulhado num verdadeiro “caos”, com presença de interventor (Jarbas Benedito), renúncia do Prefeito Antonino Aderaldo, etc. Porém , assim mesmo, triunfou o candidato da ARENA 1 , o jovem advogado Luiz Roberto Pessoa Aires (+ 2006).

PAULINO, O CATÓLICO FERVOROSO
     Católico fervoroso que era, fácil contemplá-lo,  à hora crepuscular, numa  cadeira disposta na calçada ou no alpendre de sua residência, a alimentar-se, espiritualmente, da Palavra de Deus, pela leitura que fazia, com o devido respeito e atenção, da Sagrada Escritura. Foi um assíduo participante da Santa Missa,  enquanto as forças lho permitiram mover-se até á matriz paroquial.

 ENFERMIDADE E MORTE
    Em fins de 1994, Paulino Brito  é acometido de um acidente vascular cerebral, cujas sequelas levariam-no à morte, no dia 2 de janeiro de 1995. Todos os filhos, de ambos casamentos, estavam ao redor do seu féretro, à hora do último adeus. Houve missa de corpo presente e encomendação do corpo (sob a presidência do recém ordenado Pe. Anastácio Ferreira). Seus despojos mortais foram depositados num túmulo, no cemitério local, no qual  aguardam o Dia de Juizo.

AGOSTO DE 2006: A HOMENAGEM DO GOVERNO MUNICIPAL
    Demolida a antiga praça 12 de Julho (edificada entre 1968/69, no tempo do 2º mandato do Prefeito Luiz Aires de Souza), ergueu-se, como trabalho resultante do associativismo,  e com recursos provenientes do Tesouro Municipal (sendo Prefeito o Dr. Alci Pinheiro), um novo “espaço do povo”, dotado de modernos assentos, jardins esteticamente bem delineados,  e belíssimos  guarda-corpos:   a Praça Paulino Vieira Cavalcante.  A solenidade de inauguração desta, ocorria em 7 de abril de 2006,  foi uma verdadeira apoteose, a que não faltaram os expoentes da política e da cultura locais, e, é claro,  a grande massa do povo.    Seguiram-se discursos, fotos, fogos e festa.  Um dia que ficou na História!  Enfim,  uma homenagem à altura do homenageado!

Obs.: Este artigo não teria sido efetuado sem as preciosas informações que colhi junto a duas pessoas que estivem bem próximas Sr. Paulino Brito:  Vital Brito Campos (filho) e Santina  Cavalcante (viúva do homenageado). Por isso, a eles o meu muito obrigado.

por Osmar Lucena Filho

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