quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Preto no Branco

    Será que a minha cor mede o meu grau de bondade? Porque o bem é branco? Porque o mal é preto? Que provas nós temos disso?
    No nordeste quase sempre o sol amarelo é tão forte que destrói o novo verde da esperança que mal vinha brotando na superfície da terra, o chão racha, morrem plantas e bichos e ameaça o resto; falta água, pois a água que insiste em ficar é salgada nos olhos dos desesperados que choram por medo. Aqui o medo é amarelo e a esperança é verde, e as provas existem!
Está provado que a cor da distância é azul: olhando de longe tudo fica azulado – as serras são azuis e no céu tudo é distante, logo tudo é azul. E, sabendo de tanto, eu acho que a saudade também é azulada, pois ninguém sente saudade do que está perto... Sei também que o futuro tanto pode estar a um passo quanto pode ser azul. A cor do fim é cinza; a cor cinza da fumaça pálida, companheira do fogo que destrói tudo por onde passa, e cinzas é só o que resta depois da guerra, e está provado.
    Mas, porque o preto é mal se a noite é tão caridosa nos dando descanso? Vamos repensar e igualar os passos. Não deixe que o preto no branco forme apenas a cor cinza do fim, da guerra, das cinzas. Pegue preto e branco e pinte um novo quadro.

Sebastian Mariano

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"O sucesso normalmente contempla aqueles que estão ocupados demais para procurar por ele"