domingo, 23 de maio de 2010

Alexandre Augusto

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O  sonho de um careta é a realidade
de um louco.

O entardecer de sábado, dia 3 de abril de 2010, transformou-se num crepúsculo, sem encanto, para os olhos dos piquetcarneirenses, porque, àquela hora, quando o Sol se esconde por trás da linha do horizonte e os céus se enchem de corpos luminosos a amenizar o negrume da noite, eis que partia, de forma improvisada, para a vida além-túmulo, o "nosso" Alexandre Augusto Nogueira.
Ele se foi numa data especial para a vida dos cristãos: era Sábado de Aleluia, o dia em que, cristãos que somos, vigilantes, aquecendo-nos ao redor de uma fogueira, de vela acesa na mão,  montamos sentinela à Ressurreição do Senhor.
A viagem que Alexandre empreendeu, não fôra o lugar para o qual  se estava destinando - a Morada Eterna! - teria nos roubado, de cheio, o entusiasmo pelo brado do aleluia pascal! Mas deu-se exatamente o contrário: alegrando-nos pelo Cristo ressuscitado, vencedor da morte, antevíamos, também,  o "ressurgimento" de Alexandre: de fato, " a vida não lhe foi tirada, e sim, transformada" , conforme reza o Prefácio da Missa de Requiem. 
Na tarde de domingo, dia 4, início das alegrias do Tempo Pascal, uma multidão de fiéis, constituída de parentes e de amigos do saudoso extinto, participou, de forma contrita, da missa de "corpo presente", cuja presidência coube ao Pe. Bonfim Jaime, administrador paroquial de Piquet Carneiro. O Sacrifício Eucaristico teve, por  concelebrantes, os padres Lázaro Augusto (tio do jovem falecido) e Anastácio Oliveira. 
Não houve quem não sentisse o coração palpitar de emoção, ante à homilia proferida pelo Pe. Jaime, bem como pelo expressar, inspirado e comovido, do Pe. Lázaro, e também do Pe. Anastácio. E mais: pelas palavras do Lárgio Nogueira, também tio do Alexandre. Esses oradores, a seu modo, evocaram as qualidades humano-cristãs de quem partira rumo ao Infinito, no desabrochar da vida, pois jovem ainda.
Profundos laços de amizade me uniam a Alexandre, a quem "apadrinhei" na ocasião em que ele recebeu o Sacramento da Confirmação, no ano de 2004. Fui seu professor na Escola Mal. Castelo Branco, de 2002 a 2004, período em que ele cursou o Ensino Médio. 
Traçando-lhe, agora, a radiografia de sua alma, isto é, o seu perfil psicológico, reafirmo o que muitos de seus amigos disseram dele nestes dias: era um ser inteligente, brincalhão, simples, solidário, fraterno, "boa praça", companheiro, amigo etc. Essas são qualidades, não há dúvida,  que, unidas à fé, servem de "passaporte" para o Céu.
Entrestecidos, como estamos, pelo desaparecimento deste irmão nosso, lembremo-nos , todavia, que,  à beira de sua sepultura – ISTO A FÉ NOS GARANTE! -  uma figura luminosa, alada, mensageiro do Alto, está a dizer aos desesperançados e incrédulos que, por acaso, lá se detiverem: "PORQUE ESTAIS PROCURANDO ENTRE OS MORTOS AQUELE QUE VIVE? ELE NÃO ESTÁ AQUI, RESSUSCITOU! ESTÁ COM DEUS! É UMA NOVA CRIATURA!"
  “In domo Patris mei mansiones multae sunt”.
“Há muitas moradas na casa de meu Pai”, diz-nos  Jesus Cristo, no Evangelho Segundo João, lá pelas alturas do capítulo 14.
Estou convencido de que, em meio às moradas que Deus preparou para aqueles que O amam, Alexandre Augusto foi habitar a "mansão"  reservada aos amigos de Cristo que, prematuramente, migraram para a Vida em Deus, como também aconteceu com a Fakeya de Freitas (+2009), com o Bruno Gomes Farias (+2001) , com o Marcos José Fernandes (+2001),  com o Herbert Pereira de Souza (+2005) , com a Maria de Lourdes Alves Lopes (+ 1994) , e com tantos, tantos outros...

Paz à sua alma, Alexandre!
Osmar Lucena Filho

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