sábado, 27 de fevereiro de 2010

Em Sinal de Gratidão ao Pe. José Batista da Silva

Os editores do "Informe gerAção" confiaram-me a tarefa de expressar, nos limites de um texto, uma palavra de gratidão ao Pe. José Batista da Silva, decorridos quase 9 anos, durante os quais este levita prestou assistência espiritual à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, de Piquet Carneiro.

Trata-se, não há dúvida, do mais longo vicariato de nossa terra, superando a era  Antônio Pinheiro Freire (1948-1955) e a era Agostinho Paulino de Melo (1966-1974), tidas, até então, como as "recordistas",  em termos de "permanência de padres" em Piquet Carneiro.

Preliminarmente, devo dizer que, a exemplo de outros aqui de Piquet, eu tive a honra  de seguir, e bem de perto, as etapas desta jornada missionária, sobretudo em razão de haver sido um "estreito colaborador" do Pe. José Batista, nas atividades litúrgico-pastoral-catequéticas de nossa eclesial comunidade.

Na verdade, desde o dia 4 de março de 1984 ( há mais de 25 anos, portanto!) quando aqui foi empossado o 12º vigário, isto é, o Revmo. Pe. Policarpo Ribeiro, monge beneditino do Mosteiro de Olinda-PE, venho acompanhando, "pari passu", a vida de nossa Paróquia. Naquela ocasião, aos 16 anos, fui encarregado de "redigir" e de "lavrar", no Livro do Tombo, tão feliz acontecimento. Daí, poder afirmar que venho "de longe", e, como tal, já não sou um "marinheiro de primeira viagem"...

Aliás, permitam-me ainda recordar, que este mérito, perante a História Eclesiástica de Piquet Carneiro, de redigir e lavrar, na qualidade de secretário "ad hoc", as chamadas "atas de posse" dos vigários que aqui passaram, executei-o ao longo de um bom tempo, como se pode depreender deste registro: Pe. Policarpo Ribeiro, OSB (1984), Pe. Francisco Nobre (1988), Pe. Paulo Cavalcanti, OSB (1989), Pe. Valberto Barreto (1990), Pe. Pedro Aquino Rolim (1991), Pe. José Leirton (1995) e Pe. José Batista ( 2001).

20 DE ABRIL DE 2001: CHEGADA DO PE. JOSÉ BATISTA A PIQUET CARNEIRO
    Essa data, sem dúvida, constituiu-se num grande marco para o setor religioso local: nela transcorreu a "posse" do Pe. José Batista da Silva, como 23º vigário de Piquet Carneiro. A expressão "grande marco", tem sua razão de ser, levando-se em conta que, até aquela circunstância, não tínhamos, de fato, um "vigário residente", há mais de dez anos. Sendo assim, a chegada e a consequente "posse" do Pe. José Batista felizmente rompeu com essa melancólica tradição. Éramos - todos devem estar bem lembrados - "assistidos" espiritualmente pelos vigários de Mombaça! Piquet Carneiro, com o advento do Pe. José Batista, repito, voltava a ter um "cura" residente.

    Em razão do acima exposto, aquela noite de 20 de abril de 2001, uma sexta-feira dentro da Oitava do Tempo Pascal, revestiu-se de um brilho todo especial. Uma procissão à luz de velas precedeu a Santa Eucaristia. A Igreja Matriz encontrava-se abarrotada de fiéis, todos com a alma em festa, vendo o seu vigário, agora "residente", sendo ali empossado. Dois colegas de sacerdócio vieram para prestigiar o evento: os padres Pedro Aquino (Mombaça) e José Leirton (Saboeiro). O governo do Município fez-se representar pelo então prefeito, Alci Pinheiro, e parte do secretariado. Em nome do laicado falou o Prof. Paulo Roberto. Dom José Doth, o bispo diocesano, não veio, mas designou o Pe. Pedro Aquino Rolim para representá-lo no solene ato. A mim, coube-me registrar, mais uma vez, para as páginas da História, o evento supra, e funcionar como "comentarista" da Missa.

Ao dirigir, pela primeira vez, sua palavra a seus novos paroquianos, Pe. José Batista, entre outras expressões, disse: "Estou aqui para servir." Em seguida, dissertou sobre a necessidade de caminhar-se junto, frisando, inclusive, a importância da união com o Bispo. Lembrou que ser Igreja é missão de todos. Revelou seu gosto por visitar as Comunidades. Falou sobre a Igreja do Terceiro Milênio: unida, nova, fiel a Cristo, participativa. Igreja da partilha." (Cf. Trechos da Ata de Posse - Livro do Tombo, Tomo I, 1948-2006, págs. 149v. e 150.)

Isto foi apenas o começo, o ponta-pé inicial, e está contido numa Ata, mas também na memória, por certo, de muitos.

A contar daquela sexta-feira, dia 20 de abril de 2001, até a Festa da Epifania do Senhor, no domingo, dia 3 de janeiro de 2010, logicamente muitas ações pastorais foram desenvolvidas pelo Pe. José Batista da Silva, à frente da Paróquia de Piquet Carneiro, com o auxílio dimage o Alto e a colaboração de todos os fiéis.
Mas quero registrar nesta nota para o nosso " Informe" que diversos instrumentos de catequese (pastorais) nasceram e/ou se desenvolveram, em nossa paróquia, sob seu governo pastoral, a saber: Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) , Mãe Rainha, Terço dos Homens, Pastoral da Família, Legião de Maria, Escola Paroquial de Catequese Pe. Antônio Freire, Encontro de Casais com Cristo, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Apostolado da Oração.
    Intensificaram-se as missas nos bairros centrais e periféricos da cidade e todas as Comunidades Eclesiais de Base foram visitadas.

    Eu resumo tudo, dizendo que o Pe. José Batista da Silva foi, entre nós, um grande e incansável estradeiro (missionário) do evangelho, colocando-se, não obstante as limitações do humano, sem reservas, a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, na difusão da Boa Nova do Reino, em terras piquet carneirenses.

    A ele, "por Cristo, com Cristo e em Cristo", o nosso muito obrigado!
Por Osmar Lucena Filho

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